AGENDA CULTURAL

SEMANA DO TEATRO PORTUGUÊS – TEATRO CIDADE DO SABER (TCS)

Companhia de Teatro de Braga (Portugal)

Elenco: Carlos Feio, Jaime Soares, Rogério Biane, Rui Madeira, Solange Sá e Tereza Chaves.

1. O quê: AUTO DA BARCA DO INFERNO
2. Quando: Sábado, 15.03, às 20h

3. O quê: DOROTÉIA.
4. Quando: Domingo, 16.03, às 19h.

5. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) – à venda no TCS, a partir de sexta-feira (14), das 14h às 18h. Nos dias de apresentação, às vendas vão até o início do espetáculo.

* Censura de ambos os espetáculos: 12 anos

Informações: Tel:(71) 3644-2777
E-mail teatrocidadedosaber@cidadedosaber.com.br

AGERBA autoriza aumento no transporte interurbano e estudantes prometem reagir

Desde o último sábado, 8 de março, quem quiser utilizar o sistema de transporte público na Região Metropolitana de Salvador vai pagar mais caro. O reajuste na tarifa de ônibus chega a aproximadamente 10%, inferior ao aumento do salário mínimo, por exemplo. O preço da passagem de Camaçari para a Estação da Lapa, em Salvador, que antes custava R$ 2,85, passou a valer entre R$ 3,20 e R$ 3,65, sem contar com a tarifa de embarque de R$ 0,40 cobrada na Rodoviária de Camaçari.

Para muitos isso pode não ser muito, mas para a grande maioria dos usuários esse suado dinheiro vai fazer muita falta.Uma pessoa que tem que vir de Salvador para Camaçari todos os dias chega a gastar algo em torno de R$ 210,00 todo mês. É bom lembrar que a renda média do brasileiro não passa dos R$ 500,00.

Mobilizações estão sendo preparadas

Organizações como a UJS, UMESC, UNE, UBES, ABES e UEB prometem realizar nessa quinta-feira, dia 13, uma grande manifestação que deve envolver centenas de estudantes de Camaçari. A passeata, que sairá de diversas Escolas do município, deve ter sua concentração na Rodoviária por volta das 9h30, onde os estudantes pretendem fazer uma ocupação pacífica para protestar contra o aumento. Na oportunidade, também serão lembradas reivindicações antigas, como o direito ao meio passe intermetropolitano para estudantes.

Fonte:
www.caiobotelho.blogspot.com

Liberdade de imprensa ou liberdade de empresa?

Manchete de página na Folha de S.Paulo:
“Mulheres sem terra invadem estatal e dois engenhos em Pernambuco”.

Manchetes diárias na Folha de S.Paulo:
“Estados Unidos realizam incursão no Iraque”.

Entenderam a diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de empresa? Nunca foi tão clara.

Quando um grupo de deserdados brasileiros ocupa uma área é taxado de invasor.

Quando um país atravessa metade do mundo para invadir, destruir e assassinar mais de um milhão de seres humanos, ele não realiza invasão, mas incursão.

E há ainda quem acredite em liberdade de imprensa...

fonte: http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

Educação não é mercadoria!

O recente fato noticiado na mídia de que uma criança de 8 anos foi aprovada no vestibular de uma das grandes universidades particulares do Brasil chama atenção de todos que acompanham o debate educacional e que se preocupam com os rumos do nosso Ensino Superior. O que mais choca é que, em que pese o fato seja chocante e emblemático, está longe de ser o único.

Não se trata de indagar sobre a capacidade intelectual da criança, mas sim o tratamento massificado e sem critérios pedagógicos despendido aos estudantes das instituições particulares, vistos apenas e tão somente como consumidores.
Há anos a UNE vem pautando a problemática do ensino superior privado e denunciando inúmeras irregularidades e processos indiscriminados de expansão, sem nenhum aporte ou projeto educacional por parte das grandes instituições: verdadeiros tubarões do ensino. Como ação política, realizamos campanhas pela regulamentação do ensino privado todos os anos junto aos estudantes destas instituições e apresentamos um projeto de lei (PL) para regulamentar o reajuste de mensalidades em todo o ensino privado, a fim de impedir abusos (o projeto é conhecido como PL da UNE).

Questionamos: como foi aceita a matrícula de um aluno que sequer concluiu o Ensino Médio (EM)? Não chegaram a averiguar? Ou simplesmente ignoraram as normatizações do MEC de exigir o certificado de conclusão do EM? Qualquer que seja a resposta, revela o mesmo problema: aquele estudante foi visto apenas como mais uma soma em dinheiro a entrar no caixa da universidade — e nos deparamos de maneira imediata com a mercantilização degradante do ensino superior no nosso país.

Este processo de expansão ocorreu em grande medida pela estagnação da oferta de vagas e sucateamento das universidades públicas ocorridos na década de 90. Paripasso, houve uma expansão desenfreada do ensino superior privado, sem levar em consideração, entretanto, a qualidade do ensino, que deve estar indissociado da pesquisa e extensão na universidade. A realidade atual do ensino superior privado brasileiro, em geral, está muito aquém do que necessitam os estudantes para se formar enquanto cidadãos e agentes transformadores críticos. Ao contrário, o que se vê é um ensino de baixa qualidade, infra-estruturas precárias (há instituições com mais de 150 pessoas em sala de aula!), a inexistência de uma política de assistência estudantil, além das já citadas ausências de pesquisa e extensão — tudo isso somando-se a mensalidades abusivas sem nenhuma regulamentação por parte dos órgãos competentes.

Mais ainda, esse formato de ensino superior — que prevê educação como mercadoria, um serviço comercializado, em detrimento do Direito Constitucional que ela de fato é — não atende às necessidades de um projeto de desenvolvimento nacional com autonomia e soberania, o qual, sem grandes pesquisadores, é simplesmente inviável. Por isso mesmo, o ensino superior no Brasil vem sendo vendido como mercadoria, inclusive para grandes empresas internacionais.

Por isso, faz-se imprescindível a reforma educacional no nosso país!

Por mais verbas para o ensino público!

Pela imediata regulamentação do Ensino Privado! Aprovação do PL da UNE

Educação não é mercadoria! Limitação do capital estrangeiro nas universidades

Lúcia Stumpf
Presidente da União Nacional dos Estudantes

UNE realiza Conferências Livres da Juventude


Durante o mês de março a UNE realizará em conjunto com as Calouradas, Conferências Livres de Juventude em todo o país. A iniciativa, aprovada na última reunião de diretoria da entidade, realizada nos dia 23 e 24 de janeiro, tem o objetivo de mobilizar pelo menos 60 mil estudantes em universidades de norte a sul do país.


Baixe o material sobre as Conferências Livres de Juventude da UNE (folheto explicativo
frente e verso)


Desses encontros, que acontecem paralelamente as conferências municipais e estaduais de juventude, sairão propostas para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas aos jovens, que serão incorporadas às soluções pensadas nas demais etapas preparatórias e enviadas para a 1ª Conferência Nacional de Juventude, que acontece entre os dias 27 a 30 de abril, em Brasília.


De acordo com o diretor da UNE, André Tokarski, o objetivo é fomentar o debate sobre os temas que circundam a juventude, com enfoque na realidade de cada universidade, para que todos possam dar sua contribuição para a etapa nacional.


Como participar


A juventude poderá participar das conferências municipais, estaduais e livres. Este será o momento de discutir sobre a situação dos jovens na região. Ao final, os debates serão resumidos em sete desafios e 21 propostas de soluções.


Estes encontros também são importantes pois vão eleger os delegados que irão levar as contribuições para a etapa nacional, que acontece em Brasília. Nos encontros municipais serão escolhidos dois representantes naquelas cidades com algum órgão público voltado para a juventude, como secretarias, departamentos, assessorias ou conselhos. Já os encontros estaduais vão eleger dentro de um limite de vagas definido a partir da proporção da população de cada Unidade da Federação.


Encontro nacional


Todas as propostas apresentadas pelos jovens nas etapas preparatórias serão enviadas ao encontro nacional. Nele, essas contribuições serão debatidas pelos 2 mil delegados eleitos nas etapas municipais e estaduais e na Consulta Nacional aos Povos e Comunidades Tradicionais. O resultado final será uma agenda de prioridades para o poder público, em especial o governo federal e o Congresso Nacional.


Confira a lista de universidades que receberão as Conferências Livres de Juventude realizadas pela UNE na BAHIA


- Universidade Federal da Bahia (UFBA)

- Universidade Católica do Salvador (UCSAL)

- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB – CRUZ DAS ALMAS)

- Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC – ILHÉUS)

- Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB – VITÓRIA)

Feminismo e diversidade

O tema por si só é instigante e exige que antes reflitamos sobre o feminismo. De que conceito(s) de feminismo(s) estamos falando? De quais espaços do feminismo estamos falando? Falo do espaço que represento, da União Brasileira de Mulheres. E começo relembrando a célebre afirmação de Simone de Beauvoir, e que foi e sempre será marcante para todas nós mulheres feministas: “não se nasce mulher, se faz mulher”. Ao que nós feministas marxistas acrescentamos, faz-se mulher em um determinado tempo histórico, em um tipo de sociedade determinada por formas de relações entre as classes, incluindo aí também raça/etnia, gênero, geração e orientação sexual. Ou seja, fazer-se mulher em cada tipo e período de realização de um sistema social ganha conotações particulares, ganha cores e matizes próprias e diversas.

Classe e gênero na atualidade! Não caberia referir apenas a relações sociais de classe e de sexo/gênero, o que pode implicar um viés marxista estruturalista, de reconhecimento de autonomias, admitindo que classe e sexo/gênero ocorreriam em paralelo. Tampouco referir-se a relações de sexo/gênero segundo as classes, o que poderia escorregar para uma perspectiva marxista funcionalista, passando o conceito de classe a definir tudo. A proposta é discutir relações sociais de gênero em sociedade de classes nas condições objetivas de hoje e levar em conta que estas relações são dinâmicas e vivas e sofrem mudanças da sociedade e de seu tempo.

Aí reside o grande desafio – quais condições objetivas? E de quais mulheres em quais condições objetivas? E os homens? Pois estamos falando das relações entre os gêneros e como elas se expressam. Portanto, voltamos ao ponto inicial – de que feminismo(s) estamos falando? De que projeto(s) político(s) feminista(s)? Esta é a primeira diversidade posta.

Para pensar este projeto então, partimos da seguinte reflexão: a antropóloga feminista Gayle Rubin (1975) assim inicia sua discussão sobre o que é gênero: “Certa vez Marx perguntou: “ O que é um escravo negro? Um homem da raça negra. Esta explicação é tão boa quanto outra: um negro é um negro. Ele se torna escravo somente em certas relações.”

Mary Castro parafraseando diz: “ O que é uma mulher subordinada? Uma fêmea da espécie humana. Esta explicação é tão boa quanto uma mulher é uma mulher. Ela se torna doméstica, esposa, objeto, prostituta, etc., somente em certas relações.” O que queremos chamar atenção é para: 1) sexo não é uma simples variável demográfica, biológica ou natural, mas traz em si toda uma carga cultural e ideológica; 2) não se pode compreender o específico da identidade feminina, sua posição na sociedade, valorização ou desvalorização do trabalho, divisões sexuais do trabalho, casamento, família, exercício da sexualidade e do erótico, etc., e o componente humano, sem análises comparativas e relacionais (mulheres X mulheres; mulheres X homens e homens X homens), já que ambos são construtos desta sociedade e se relacionam entre si; 3) o gênero se realiza culturalmente por ideologias específicas em cada momento histórico e tais formas estão associadas a apropriações político-econômicas do cultural, que se dão em lugares e períodos determinados.

A noção de historicidade, como base de todas as relações e valores sociais constitui-se como fundamental para pensar projeto(s) político(s) do(s) feminino(s).

O conceito de gênero passou e passa cada vez mais a ser incorporado ao pensamento feminista. Na verdade, mais do que isto passa a ser incorporado em várias dimensões da realidade – em pesquisas, análises e políticas públicas. A abordagem de gênero como importante ferramenta para pensar a desconstrução da identidades fixas, isto é, os caminhos através dos quais os gêneros são culturalmente construídos em seus contextos e significados. E pensar tudo de forma relacional. Do público ao privado. Do coletivo ao particular.

Pensar a diversidade das mulheres: negras, índias, jovens, da terceira idade, deficientes, rurais, urbanas. Pensar a diversidade dos lugares: donas de casa, trabalhadoras, estudantes. Pensar a diversidade dos espaços do ser/estar: solteiras, casadas, heterossexuais, homossexuais.

De quais mulheres estamos falando? Para quais mulheres estamos falando? Com quais mulheres queremos dialogar? De que projeto estamos falando? De qual sociedade estamos falando? Voltamos ao ponto de partida, viajamos em círculos?? Não, voltamos ao ponto de partida sempre, para refletir, mas voltamos mais plenas, somando experiências, individuais e coletivas, rompendo amarras e preconceitos, vencendo tabus e obstáculos, superando o tempo, construindo novas certezas, abrindo novas portas, incluindo sangue novo, vidas novas, ampliando horizontes, construindo novas perspectivas, novos caminhos.

Não há manuais prontos sobre este ou tal e qual feminismo! O feminismo é um processo em aberto, é uma construção inacabada, carente de debate(s), sempre. Requer criatividade, requer resgate da radicalidade, requer repensar e inclusão. Requer despir de verdades prontas e acabadas. Requer debate de idéias. Requer superar conceitos e pré-conceitos. Requer humildade. Requer emoção e paixão.

Marxismo e feminismo não são antagônicos como buscaram ecoar pelos cantos e pelos movimentos. Há que se resgatar a importância do marxismo para a reflexão teórica da importância de se romper as amarras das mulheres para a sua verdadeira emancipação. A grande contribuição do marxismo para a luta feminista e a emancipação das mulheres é a desnaturalização da opressão de gênero, da subalternidade das mulheres nas relações de gênero no campo biológico. O que permite pensar e construir a igualdade de gêneros nas relações.

Estamos percorrendo caminhos que outras já percorreram antes, e tantas que ainda não chegaram e com certeza virão e se somarão a nós, quando abrirmos mais o nosso pensar e o nosso coração. Estamos ainda carentes da inclusão das diferentes mulheres dos diferentes espaços de nossa sociedade que se dizem e se sentem feministas e que nós ainda não a incluímos neste ou naquele projeto. Que pretensão? O projeto é nosso e para nós?? Pensamos, pensávamos que era para todas. Vamos resgatar a diversidade, que de novo, outra vez não é nossa! É do tempo, do espaço, da história de cada uma e de todas. Vamos somar e lembrar que cada uma de nós traz a marca de outras Marias que chegaram antes. Que bom que todo ponto de chegada é também ponto de partida. Que cada encontro é construção de novos encontros. E que no próximo encontro feminista haja mais inclusão e outras mulheres somem-se a este espaço e que possamos discutir também o espaço do diálogo com os homens.
FONTE: http://www.ubmulheres.org.br/paginas/artigos/katia_feminismo_diversidade.htm

UNE: MUDAR A POLÍTICA PARA MUDAR O BRASIL

"A toda hora rola uma história
Que é preciso estar atento
A todo instante rola um movimento
Que muda o rumo dos ventos
Quem sabe remar não estranha
Vem chegando a luz de um novo dia
O jeito é criar um outro samba
Sem rasgar a velha fantasia [...]"
"Rumo dos ventos"(Paulinho da Viola)

"Mudar a política para mudar o Brasil!" é uma mobilização nacional da juventude que tem como eixos condutores do seu manifesto três pontos: mais investimentos na educação, democratização dos meios de comunicação e a construção de uma reforma política, ampla e democrática, que combata a corrupção e faça mais presente o uso dos instrumentos de promoção da democracia, como plebiscitos, consultas populares, audiências públicas, conselhos e conferências.

Para a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, a campanha traz para a juventude a perspectiva de mudanças no sistema política brasileiro, "que lamentavelmente evidenciaram os limites da nossa jovem democracia e das nossas instituições". Para intervir nos rumos dos ventos, ela destaca também a luta que será empreendida por mais investimento na educação. "Nosso movimento exige também a derrubada dos vetos ao Plano Nacional de Educação (PNE), que define 7% do PIB para a área", defende.

O símbolo adotado pela campanha é o cata-vento, instrumento que na visão dos estudantes aponta o rumo das mudanças: a construção de um verdadeiro projeto de desenvolvimento nacional, com mais distribuição de renda, justiça social e reformas de grande vulto, abrangendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de setores como a mídia e a Educação.

O manifesto também não poupa os vícios entranhados no dia-a-dia da política brasileira. O texto declara a firme posição dos jovens ao lado dos que exigem apuração imediata de todos os casos de corrupção e a punição dos culpados. As entidades defendem que a saída para a crise virá pela pressão da sociedade civil organizada sobre os poderes instituídos, em todos os níveis, para que se imponha uma nova ordem institucional, transformadora.

"É necessário o financiamento público exclusivo de campanha para equalizar as condições de debate e cortar pela raiz a condenável prática do caixa-dois. É gritante, ainda, a necessidade da fidelidade partidária e do voto em lista, visando fortalecer a discussão debate em torno de projetos, acima das vaidades e interesses individuais", diz um trecho do manifesto.

A UNE e a UBES convocam todos os cidadãos brasileiros que repudiam os lamentáveis episódios lamentáveis ocorridos recentemente e que ferem a nossa democracia para se somarem a esta campanha. "Com a força da juventude, vamos exigir uma nova política para o Brasil. Nossa indignação com a corrupção vai mudar os rumos dos ventos", convoca Lúcia.

UNE define ações da Jornada de Lutas 2008

A diretoria executiva da UNE se reuniu 26 de fevereiro, na sede da entidade, em São Paulo. A pauta principal debateu as ações de mobilização para a Jornada de Lutas 2008, uma série manifestações que acontecerá em todas as capitais do país entre os dias 24 a 28 de março.

A Caravana da Saúde, meia-entrada e filiação da UNE ao ODF Alliance, um sistema aberto e comum de comunicação documental ligado ao software livre, também foram temas do encontro, que aprovou uma nota de apoio à liberdade de imprensa (leia abaixo) e o calendário de ações da entidade.

Jornada de Lutas Pensando no tema "Educação de qualidade, mais verbas e democracia", os diretores da UNE definiram algumas ações fundamentais para a Jornada de Lutas. De acordo com a diretora de comunicação da UNE, Luana Bonone, a orientação é para que, a partir do dia 8, as entidades estaduais promovam suas plenárias. Ela adiantou que em São Paulo e no Rio de Janeiro, a Jornada já tem datas definidas. A etapa paulista está marcada para 26 de março e a fluminense, 28.

"É essencial que aconteçam debates nas universidades convocando os estudantes a participarem da Jornada e garantirem uma educação de qualidade para todos, com mais verbas para pesquisas, extensão e a manutenção de programas como o Reuni e o Fundeb".

Além da defesa da educação, a Jornada também vai discutir a Reforma Tributária, como informou Luana. "Esse debate é importante porque afeta diretamente o destino dos recursos da União. É um instrumento que nos possibilita saber onde o dinheiro está sendo investido e porque faltam verbas para setores como a educação".

Caravana da SaúdeSobre a nova empreitada da UNE, ficou acertado que o grupo de trabalho da Caravana, responsável pela pré-produção, vai definir a bandeira da entidade em relação à temática.

Todos concordaram que é imprescindível o envolvimento de toda a rede do movimento estudantil para o sucesso da Caravana. Além disso, foi informado que na próxima semana a UNE fará reuniões para buscar apoio de entidades ligadas a movimentos sociais e a sociedade civil. "Vamos conversar com o Centro de Estudos Brasileiro sobre a Saúde (CEBS), Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG), entre outras", enumerou Luana.

Meia-entrada A antiga bandeira do movimento estudantil universitário e secundarista foi reforçada durante a reunião. A entidade reafirmou a importância do direito e fará um estudo para fortalecer a meia-entrada e garantir sua manutenção.

Adesão ao ODF AllianceO portal EstudanteNet já atua sob licença Creative Commons (CC), que diferentemente do Copy Right, libera o conteúdo publicado para ser utilizado para fins informativos, desde que citada a fonte.

Trata-se de uma iniciativa importante e que vem sendo adotada por milhões de pessoas em todo o planeta. Utilizando o CC em todas as suas publicações, a UNE firma o seu compromisso com a Liberdade e a Democratização do Conhecimento e incentiva todas as entidades do movimento estudantil a também adotem o CC em suas publicações.

Com a filiação a ODF Alliance a UNE reforça o seu compromisso na defesa do Software Livre e mais especificamente, no incentivo a adoção do OpenDocument Format (ODF) como um formato padrão para documentos digitais. Para saber mais sobre ODF visite o Portal UNE Livre.

Sobre o ODF Alliance
É uma iniciativa da sociedade civil, atuante em mais de 50 nações, cujo propósito é contribuir para o desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento através do incentivo à adoção internacional de um método verdadeiramente aberto e comum de comunicação documental, que seja patrimônio da humanidade.

Programação: Dia Internacional da Mulher

A programação será iniciada com uma sessão especial na Câmera dos Vereadores no dia 06 de março às 9 horas.

Sexta-feira (07/03), às 15h30, com a 2ª Marcha das Mulheres por uma Vida sem Violência. A caminhada, que tem participação das organizações dos movimentos sociais, como a União da Juventude Socialista (UJS) e UBM (União Brasileira de Mulheres) defendendo as suas históricas bandeiras de luta. Além da participação da banda Didá, que sairá da avenida Radial A, e segue até a praça Abrantes, onde acontece apresentação de Zélia Duncan e do grupo Mulheres que Cantam e Encantam de Camaçari.

A programação do Dia Internacional da Mulher, em Camaçari, não se restringe apenas a sede do Município. O show Mulheres de Holanda, que reúne música e teatro, será realizado sábado (08/03), a partir das 20h, na praça Conselheiro Rafael Vieira, em Monte Gordo, orla do Município. O espetáculo, com os cantores Dino Brasil e Susana Bello, é uma homenagem a Chico Buarque, artista que soube como poucos traduzir a força e a beleza da mulher em suas composições. Fazem parte da montagem as músicas Flor da Pele, Pedaços de Mim, Beatriz, Bastidores e Anos Dourados. A montagem baiana, dirigida por Dino Brasil, estreou em 2004 e é considerada uma das mais belas homenagens à mulher.


Domingo 09 de março será realizado um café da manhã no Jorrinho precedido de uma caminhada com saída às 6 horas do Clube Social.

Fonte:http://www.camacari.ba.gov.br/detalhe_noticia.php?cod_noticia=1772

Juventude se reúni para protestar massacre promovido por Uribe

A União da Juventude Socialista (UJS), juntamente com outras entidades como Cebrapaz, Une entre estudantis irão se reunir nesse dia 06 de março em um ato simbólico em protesto ao massacre no Equador promovido pelo presidente da Colômbia. O local escolhido foi a Praça Ramos, centro da capital paulista a partir das 11h da manhã.

A iniciativa é da juventude e também é um incentivo para a mobilização brasileira com relação à Conferência Mundial da Paz, que acontece de 8 a 13 de abril em Caracas, Venezuela, e de acordo com o membro da Diretoria do Cebrapaz, Rubens Diniz (em entrevista ao Portal Vermelho), o foco será denunciar agressões ao continente bancadas pelos EUA e levadas a cabo pelo presidente colombiano.

"A atitude de Uribe fere os direitos internacionais e também os direitos humanos e por isso não devemos nos calar", afirma a Diretora de Comunicação e membro da Executiva Nacional da UJS, Ticiane Alvarez.

A Ubes e a UJS se organizaram no Rio de Janeiro e também irão fazer o ato simbólico em terras cariocas.

No fim da manifestação paulistana serão soltos milhares de balões brancos que irão trazer à tona este desejo de paz e de respeito aos direitos de todos.

Para onde vai a Revolução?

por Jorge Mauricio Porto Klanovicz

Para o jornalista brasileiro Fernando Morais, autor, entre outros livros, do best-seller A Ilha, relato entusiasmado das conquistas da Revolução Cubana, o regime não sucumbirá. Amigo de Fidel, perguntado sobre o que acontecerá com Cuba após a morte do comandante, Fernando Morais afirma não saber. Porém, é categórico ao sustentar: “Mas tenho certeza do que não vai acontecer. Não haverá transição para outro tipo de sistema. Há um vício de associar a Revolução Cubana aos antigos regimes da Europa do Leste, os chamados satélites da União Soviética. E não tem nada a ver uma coisa com a outra. Essa visão equivocada do que seria a Revolução Cubana levou as pessoas a acharem que, com o fim da União Soviética, o regime cubano acabaria. Não acabou”. Em seguida, diante do questionamento sobre as relações da Ilha com os Estados Unidos da América, Morais assevera que uma tentativa de invasão pelos norte-americanos seria uma nova Baía dos Porcos, nome atribuído ao episódio, de 1961, em que invasores, patrocinados e apoiados pelo governo de John Kennedy, foram escorraçados em menos de três dias. E prossegue: “[Os EUA] vão ter que matar todo mundo. Vão ter que acabar com os 11 milhões de cubanos. E não só porque eles vão defender o regime. Isso está na história de Cuba. Vem do tempo dos espanhóis. A rebeldia e a insubmissão dos cubanos é célebre. Eu não tenho preocupação. Lá não é Moscou. Não vai acontecer a mesma coisa”.

Fonte: http://carosamigos.terra.com.br/

A importância de apresentar a UJS para milhares de jovens



Um período muito importante na consolidação da minha militância e da passagem à direção estadual da UJS na primeira metade dos anos 90. Foi o período das reuniões na Rua 24 de Maio, no Centro de Fortaleza, sede do Sindicato dos Bancários. Era um lugar público e amplo, de fácil localização, neutro, muito bom para fazer as reuniões. Na frente, a gente se encontrava e ficava trocando idéia, esperando chegar todo mundo para começar.

Por anos aquele endereço foi o nosso ponto de encontro aos sábados, às três da tarde. Você queria encontrar a UJS, procurasse lá, estávamos reunidos. Esta estabilidade em reunir coincidiu com a chegada da turma do pós Fora Collor. Era o surgimento de uma nova geração de dirigentes.

Nesta época, primeira metade dos anos 90, em Fortaleza, a UJS era ainda exclusivamente secundarista. E era muito interessante quando chegava aquela moçada de diferentes escolas e bairros a que tínhamos chegado. Recordo o sorriso e o orgulho no rosto do Francisco, liderança imbatível do Valter Sá Cavalcante, uma escola bem distante, na Cidade dos Funcionários cujo nome homenageia uma liderança estudantil de peso, diretor da UNE. Este orgulho tinha a ver com a certeza de que éramos capazes de mobilizar centenas de outros jovens: parar o Centro de Fortaleza - já o fizéramos. Esta identidade mobilizadora, de luta, é uma característica muito importante na UJS.

A sociabilidade da juventude que ingressa na UJS

Naqueles momentos construíamos laços de amizade e convivência. Eram muitas as minhas horas de militante secundarista. Ia pra escola de manhã e só voltava à noite. Este ainda é o pique daquela moçada da UJS que vai as escolas. A luta concreta é uma grande escola. Em Fortaleza a UJS se organizava em zonais, formal ou informalmente. As lideranças viviam os bairros de suas escolas, inclusive no Centro. Meu irmão, Roberto, por exemplo, organizou a UJS na Barra do Ceará, estudante do Hilza Diogo. De sua ação surgiram várias novas lideranças, muitas delas vindas de famílias pobres. E daí surgiram alguns diretores da UBES, de um ambiente onde o movimento pulsava.

É muito comum, num determinado Bairro, como na Barra do Ceará, haver várias escolas próximas, um potencial incrível de mobilização estudantil. Em torno da escola com mais filiados se encontravam estudantes de todo o Bairro. A ampla maioria dos jovens com quem nos relacionávamos, aquelas centenas que iam às mobilizações, a maioria não era da UJS e havia diferentes níveis de apoio. Esta soma era a medida da nossa liderança nas escolas. Cada escola tinha a sua dinâmica, a sua política interna, os seus personagens. Era um movimento amplo, pois se dirigia aos estudantes e à comunidade que é a escola. É o que ocorre também em cursos e em várias faculdades, que têm esta força de gravidade, que encarnam um universo político e humano muito rico.

Tudo isto desaguava na reunião de sábado. Era lá que sabíamos o que estava rolando na UJS e no Brasil. É desse período que me recordo das ladainhas, o início das reuniões, dirigida às pessoas que não eram da UJS, trazidas por outro militante. A ladainha era o nosso ponto de conjuntura de então, a recepção às pessoas novas, as boas vindas, ela situava todos os presentes no sentido da UJS.

E tiramos lições das nossas ações quando as coordenamos. É quando reunimos que coletivamente identificamos a "liga", o fio condutor do que fazemos. Minha opinião é uma direção da UJS está mais consolidada na medida em que conseguir estabelecer um funcionamento próprio, que crie um ambiente de convivência entre jovens de diversos lugares que se reconhece na ação porque toda esta experiência coletiva tem na UJS o seu lugar de encontro. É quando estamos juntos que a UJS fica mais bonita e ela é vanguarda por sua capacidade de unir a juventude por causas amplas, fator decisivo da UJS enquanto espaços de formação de lideranças.

Isto necessita de uma continuidade, da sistematização da nossa prática. E era isto que fazíamos, lançávamos um olhar consciente sobre o que estávamos a construir. Naquelas reuniões eu aprendi que é decisivo haver uma galera que chame a si a responsabilidade de lutar pelos direitos da juventude, que tenha raiva de injustiças, que é patriota e animada, que adora curtir e viver sua juventude. Era um compromisso, mas era legal ir - uma boa definição da UJS. E eu sentia falta de rever as pessoas. Fazer tanta coisa nos coloca muito próximos, convivendo por horas, dias, meses, anos.

E esta relação entre jovens tem mais qualidade se em lugares fixos, com dia e hora dedicados ao reencontro da nossa moçada. Eu lembro que estes sábados à tarde eram parte constante da minha agenda. Reunir no sindicato dos Bancários todo sábado às três da tarde foi fundamental para consolidar aquela moçada na UJS. Nós tivemos que formatar um funcionamento próprio, e definíamos como nos mover em todo um circuito político, formado pelos lugares por onde circulávamos e fazíamos o movimento, mas também por bares, festas, bairros, salas de aula, pátios de escolas, um ambiente onde desenvolvemos práticas, um aprendizado coletivo.

Mais à frente, quando retomamos a direção do DCE da UFC – depois de um intervalo de mais de dez anos – entendi melhor que aquele resultado foi o cume de um aprendizado cuja sala de aula mais importante fora naquelas reuniões, onde pudemos pensar a UJS por inúmeras tardes. Mas não era em tom de humor que repetíamos o relato daquilo que somos, da História, do presente da UJS. Naquela hora, ao iniciar a reunião, um membro da direção tomava a palavra e apresentava aos mais novos e dos militantes uma História da UJS. Lembro de quando o Flávio Arruda fazia as ladainhas até hoje. Era um aprendizado de falar ao público, de defender nossas idéias, de afirmar valores. Para quem chega, por outro lado, era uma sensação muito boa, uma valorização da importância daquela pessoa convidada a ingressar na UJS. Para quem falava era um comprometimento e um exercício do domínio de nossa política.

Coletivizar o mais importante


E era repetitivo mesmo, e cumpria um grande papel. O Legião Urbana consagrou uma frase: "Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?". Apóio-me nela ao defender a massificação de nossos conceitos mais simples, as nossas opiniões mais permanentes, como o Manifesto da UJS, nossa concepção de Movimento Estudantil, nossa História, inclusive da UJS nos Estados, os pontos centrais do Congresso. Claro que é muito importante saber muito, mas é decisivo que todos saibam quem somos, como pensamos, pelo que lutamos, nosso papel no Brasil. E passar este conhecimento no debate do Congresso da UJS, na discussão da tese permite que outros milhares de jovens ajudem a escrever a história de nossa organização, porque lhes dá a base para serem ativos militantes na base, para vestir a camisa.

Penso que boa parte da consolidação de uma direção municipal, de um núcleo, e mesmo de uma direção estadual está em definir com o apoio de todos uma agenda, um funcionamento, criar uma dinâmica própria, que permita debater as polêmicas, construir os consensos, passar o saber militante aos mais novos, preparar um ambiente legal para centenas de jovens viverem sua opção militante. Que seja aberto para o ingresso de mais jovens do povo, capaz de atrair as lideranças naturais que existem e lhes dar um espaço de convivência divertido, produtivo, ordenado por nós mesmos, capaz de potencializar suas melhores qualidades e liderança. E um ambiente politizado, em que cada jovem participa de algo muito maior que apenas um grupo de amigos. E eu tenho amigos de quinze anos que fiz na UJS e eu os encontre entre jovens com grande potencial que mudam a realidade com seu protagonismo, uma galera rebelde, tão rebelde que defende um socialismo com a cara do Brasil e da Juventude, com samba, maracatu, com boi, hip hop e reizado.

A UJS está definindo sua ação nos Estados

Por todo o Brasil a UJS prepara as suas plenárias para lançar o 14º. Congresso. A partir delas haverá o acionar de uma grande estruturação que consolidará núcleos e direções que terão a tarefa de falar a muitos milhares de jovens, no convite para conhecer a UJS. Será um semestre em que muitos jovens sentirão o chamado a uma militância mais ativa, maiores responsabilidades.

Este riquíssimo momento merece táticas apropriadas, formas de falar com esta juventude. Um desafio já é falar a dezenas de milhares que já são filiados. E, para além deles, em busca de dialogar com amplas parcelas da juventude, muita gente independente nas escolas, no trabalho, nas universidades, na periferia e também em movimentos juvenis. É grande o número de adolescentes que já entendem a importância das causas, de ser voluntário, mas sem saber ainda que a militância, este voluntariado político, muda a realidade, que foi graças a eles que muitos jovens tiveram oportunidade no último período. Para que entendam isto, precisam ter a oportunidade de nos ouvir. A responsabilidade de pensar estes momentos e de criar estas oportunidades é nossa.

Envolver, convidar e saber se apresentar é fundamental para que amplas parcelas da juventude possam tomar parte na mudança do Brasil. Trata-se de envolver o povo na luta pela mudança. Para isto é necessário ter uma pedagogia própria. Não somos uma igreja, nem uma empresa, somos algo muito diferente e devemos entender que nossos fóruns, reuniões, plenárias devem ser construídos conscientemente, devem ter um roteiro claro para que as pessoas nos entendam e se sintam chamadas a participar, convidadas a dar sua contribuição voluntária e consciente à mudança.

O desafio teórico e prático de se dirigir à juventude e a construção do 14º. Congresso

Vários estados preparam cursos voltados às principais lideranças, cursos que ajudarão àqueles que ocuparão lacunas nos postos de direção a entenderem melhor como se tornarem lideranças. É um passo muito importante. Mais importante que este passo é, no entanto, na minha visão, elaborar ao nível dos estados e municípios, com destaque para os principais núcleos, espaços em que nos dirijamos a mais jovens de maneira compreensível, legal, segundo cada contexto, multiplicando por muitos milhares os jovens que conhecem a UJS. Fazer a militância em qualquer tarefa sempre preocupado em trazer mais gente para a UJS, especialmente lideranças. E como já opinei nesta coluna, Filiado é pra se guardar do esquerdo do peito. É um grande público a quem falar, os já filiados, os amigos que a UJS fez nas passeatas do Fora Bush, nos Congressos da UNE e da UBES, nos encontros de jovens trabalhadores e no processo da Conferência de Juventude. E falar bem a estes pode ajuda a falar para mais gente.

Por isto estamos elaborando o curso de Nível 1 da UJS. Será no formato de uma reunião preparada para dar boas vindas, para apresentar a UJS. De uma proposta elaborada centralmente poderão se preparar inúmeros modelos, adaptações criativas que dêem a mesma mensagem de diversas formas. Algo fácil, descentralizado e cotidiano. A partir desta idéia serão construídas versões próprias, expressão juvenil à mais juvenil das mensagens, que apresenta o socialismo à juventude e a juventude ao socialismo.

Que cada voz dê o tom e que possamos chegar a todos. Que seja bem dito, com a emoção da convicção e com a clareza do método e da empatia. E que dos muitos milhares que nos escutem surja a compreensão de que precisamos de mais jovens para defender as causas justas, para tomar parte na História do Brasil.


*Paulo Vinícius, Cientista social e diretor de formação da UJS.

UBM e UJS mobilizam p/ 1º Encontro Nacional de Jovens Feministas

Mais de doze organizações juvenis e feministas, entre elas as jovens mulheres do Coletivo Loreta Valadares da União Brasileira de Mulheres (UBM), estão mobilizadas em todo país para o 1º Encontro Nacional de Jovens Feministas, que acontecerá entre os dias 13 e 16 de março, em Fortaleza, no Ceará. A expectativa é que participem mais de 100 mulheres jovens de várias regiões do país.
O objetivo do encontro é consolidar a criação da Articulação Brasileira de Jovens Feministas (ABJF) e fortalecer a agenda de políticas públicas para as mulheres jovens. A ABJF é a rede responsável pela organização do evento.

''Esse vai ser o primeiro momento que nós vamos ter para reunir em nosso país todos as organizações de jovens feministas. Com essa possibilidade cresce a luta pela legalização do aborto, contra a violência às mulheres, pela autonomia da família, entre outros debates que estarão presentes no encontro. Por isso, o encontro de Fortaleza tem um significado muito importante'', disse Daniele Costa, 28 anos, da coordenação Nacional da UBM, ao Vermelho.

No 1º Encontro apenas jovens mulheres poderão participar. ''Por ser um primeiro momento entre as organizações de jovens femistas a ABJF só permitirá a participação de meninas. Um argumento que na minha opinião justifica essa decisão. Mas, como lutamos por novos valores na sociedade, precisamos evoluir para envolver os homens. É claro que o preconceito estrutural é muito maior sobre as mulheres. Porém, para que construamos espaços para a emancipação das mulheres serão necessários muitos homens conosco em nossa luta. Nesse sentido, acredito que nos próximos encontros também poderão participar meninos'', falou Daniele que também é diretora de Jovens Mulheres da União da Juventude Socialista (UJS).

O Encontro conta com o apoio da Fundação Friedrich Ebert, Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Nacional de Juventude, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do Estado do Ceará.

Histórico

Desde o ano de 2004, as jovens feministas: negras, lésbicas, indígenas, quilombolas, rurais e da periferia, provenientes de diferentes regiões do Brasil estão organizadas e articuladas.

No ano de 2005, elas tiveram participação fundamental no processo do 10º Encontro Feminista Latino Americano e do Caribe, construindo atividades para e com jovens feministas e participando da organização do encontro. Foi nesse ano que as organizações decidiram construir a Articulação Brasileira de Jovens Feministas e na possibilidade de um encontro no Brasil.

A partir daí ocorreram mobilizações com atividades, oficinas, discussões virtuais, entre outras iniciativas, para a realização desse objetivo. A principal atividade realizada foi o Fórum de Jovens Feministas, realizado em abril de 2006 no Fórum Social Brasileiro.

No Fórum Social Brasileiro continuaram as estratégias de mobilização com a presença de mais de cem jovens. A idéia era seguir fortalecendo a articulação brasileira e participar dos espaços importantes de discussão de políticas publicas para as mulheres e a juventude.

Na 2º Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que ocorreu em agosto de 2007, as mulheres jovens, articuladas e munidas de um pré-documento de demandas, conquistaram uma vaga no Conselho Nacional das Mulheres.

Programação

Aconteceram oficinas, exposições, grupos de trabalho e a Conferência Livre de Mulheres Jovens, como parte da 1º Conferência Nacional de Juventude, um momento importante para discussão de políticas públicas de juventudes e das mulheres.

''A Conferência Livre de Mulheres será um grande momento deste encontro em Fortaleza já que ela co-relacionará a pauta mais epecífica com a pauta mais geral. A Conferência Livre, inserida na 1º Conferência Nacional de Juventude, significa o primeiro espaço direto do governo federal com a juvuntude na elaboração de políticas públicas para essa parcela da sociedade. É uma conquista que devemos abraçar no sentido de realizar a plataforma das mulheres que há tempos sonhamos'', agrega a baiana Daniele.

A construção do 14º Congresso da UJS também estará na pauta das jovens feministas da UBM. ''Durante o encontro de Fortaleza faremos uma reunião do coletivo Loreta valadares. O objetivo é fortalecer o coletivo para a mobilização do Congresso da UJS e buscar realizar um seminário nacional temático da juventude socialista sobre tema'', informou a feminista.

Como participar

Basta ser uma mulher jovem e estar com vontade de construir a Articulação Brasileira de Jovens Feministas e dialogar sobre as questões das mulheres jovens.

Para tanto, deve-se preencher a Ficha de Inscrição (ao final da matéria) e pagar a taxa de inscrição de R$ 15,00 (que garantem alimentação e hospedagem durante todo o evento) via depósito bancário. Os prazos para envio de ficha e pagamento são até 29 de fevereiro.

A Ficha de Inscrição deve ser mandada para: jovensfeministas.
brasil@gmail. com e o comprovante de pagamento da taxa para o fax: (85) 3247 - 7089 ou para o e-mail jovensfeministas. brasil@gmail. com.

Há limite de inscrição para cada região brasileira afim de garantir a diversidade no evento. Se preenchido número de inscritas para uma região a participante será avisada.
Nas proximidades do encontro, a Comissão de logística entrará em contato com as inscritas para informar o local exato do evento.

Para inscrever atividades no 1º Encontro Nacional de Jovens Feministas basta confirmar a sua inscrição (com pagamento da taxa) de participante e no ato do preenchimento da sua ficha de inscrição assinalar que quer inscrever uma atividade. A organização encaminhará logo em seguida a ficha de inscrição de atividade.

Para mais informações sobre o encontro:

Articulação Brasileira de Jovens Feministase-mail: jovensfeministas.
brasil@gmail. com Secretaria do Encontro Instituto da Juventude Contemporânea - Telefone: (85) 3247-7089, Fax: (85) 3247-7089, Endereço: Rua Manuel Padilha, n° 126, Bairro de Fátima, cep: 60040-550. Pessoa de contato no IJC: Camila: (85) 3247-7089, 9934-9686/88666035.

Grupos impulsores do encontro e membros dos comitês regionais:

BAHIA
Coletivo Loreta Valadares – UBM
Pessoa contato: Daniele Costa: (71)81241932;
CEN Coletivo de Entidades Negras:
Pessoas contato: Carla - Salvador BA (71) 81086339
UNIÃO DA JIVENTUDE SOCIALISTA -UJS
Deise – Camaçari – BA (71) 88858457
Coletivo Feminista Marias
Pessoa contato: Fabiana (071)81971179/ 99240669

Se liga 16! UBES lança campanha incentivando jovens a exercer o direito ao voto

Em ano de eleições para prefeito e vereador, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) vai passar por escolas de todo o país para debater a importância da participação política da juventude.
2008 é ano de eleições municipais. É o momento em que todos os brasileiros terão o direito de escolher seus representantes para os próximos quatro anos e, para a UBES, a juventude não pode ficar fora desse importante exercício de democracia. Pensando nisso, a entidade lança no próximo dia 5 de março, a campanha "Se liga 16", que já é uma tradição no movimento estudantil secundarista e acontece todo ano eleitoral.

De acordo com o diretor da entidade, Thiago Mayworm, o objetivo é incentivar jovens com idade entre 16 e 17 anos a tirarem seu título de eleitor. "Assim poderão influenciar diretamente, através de seu voto, a vida política de seu município e futuramente de seu Estado e do Brasil", reafirma.
Além de mobilizar estudantes em todo o Brasil através de debates nas principais escolas, a campanha também vai levar à algumas instituições o ônibus itinerante do TRE, que possibilita a emissão do documento na hora.

Segundo o presidente da UBES, Ismael Cardoso, a possibilidade de votar a partir dos 16 anos foi uma grande conquista da juventude brasileira que já influenciava nos rumos do Brasil através de mobilizações e agora pode também escolher seus governantes na urna.

Entre em contato com a UBES e leve a "Se liga 16" para a sua escola.

Contatos:Thiago Mayworm (11) 8179.1953 ou 11 50842127
Arthur Herculano (11) 7694.9760

PLENÁRIA ESTADUAL DA UJS

A União da Juventude Socialista (UJS) realizou, neste fim de semana (18 e 19/02), em Salvador, a segunda maior plenária da sua história no estado. Na pauta de discussões estavam a participação da juventude nos projetos de governo de Lula e Wagner, a construção dos Congressos Estadual e Nacional da UJS, e a participação da entidade na 1° Conferência Estadual de Juventude, iniciativa inédita do Governo do Estado.

No primeiro dia, a abertura e os debates aconteceram no Sindicato dos Comerciários, mas por conta do grande número de participantes, os organizadores precisaram transferir o evento para o Sindicato dos Bancários da Bahia, a fim de oferecer acomodações mais amplas.

Para a abertura do seu Congresso Estadual, que acontecerá em Salvador, os membros da UJS decidiram por uma data histórica para o movimento estudantil baiano: o 16 de maio. Foi neste dia, em 2001, que centenas de estudantes, professores e trabalhadores enfrentaram a polícia em uma verdadeira batalha urbana para exigir a cassação do então senador Antônio Carlos Magalhães. O Congresso Estadual irá até o dia 18 e pretende preparar a delegação baiana para o Congresso Nacional, que acontece em São Paulo, nos dias 29 a 1° de junho.

Outro ponto bastante debatido foi o papel da entidade no ano eleitoral de 2008. Para Marcelo Gavião, presidente nacional da UJS, os espaços de atuação estão aumentando e precisam ser aproveitados. “Precisamos trabalhar na construção de uma UJS ainda mais capaz de intervir na vida política da Bahia e do Brasil, através de mais mobilização, de mais passeatas e de todas as formas que pudermos”, destaca. Gavião adiantou que a entidade pretende apoiar diversos candidatos nas eleições para prefeito e vereador, em todos os estados do país, como a candidatura de Juremar Oliveira à Câmara dos Vereadores de Salvador e de Manuela D´Ávila à Prefeitura de Porto Alegre, ambos pelo PCdoB.

A tese de que os espaços destinados à participação da juventude nas decisões políticas estão crescendo, principalmente depois das eleições de Wagner e Lula, também condiz com o discurso de Jurandir Silva, secretário estadual de Movimentos Sociais do PCdoB e um dos palestrantes na Plenária. Para ele, “antes não existiam espaços, nem canais de diálogo com o Governo do Estado e agora eles começam a aparecer”. Silva afirma que, além da iniciativa de realizar a 1° Conferência Estadual de Juventude, o Governo do Estado também tem dado outros passos importantes na democratização da sua gestão. “Tudo indica que, talvez dentro da própria Conferência Estadual, seja criado o Conselho Estadual de Juventude, que irá elaborar fiscalizar e implementar políticas públicas para a juventude”. Ainda segundo Silva, além do Conselho, também há a possibilidade de criação de um espaço para a elaboração dessas políticas, seja ele uma secretaria, coordenadoria ou superintendência. Entre as diversas lideranças que prestigiaram o evento estavam a deputada federal Alice Portugal e o deputado estadual Álvaro Gomes, ambos do PCdoB.