Mesmo sem bandas ou grandes atrações musicais, o Comício do futuro governador Jacques Wagner, da coligação "A Bahia de Todos Nós" (PT, PCdoB, PMDB, PSB, PTB, PPS, PV, PRB) reuniu cerca de sete mil pessoas na Avenida Comercial, um dos maiores Comícios de um candidato a governador este ano. Vale ressaltar que a caminhada realizada dias antes pela campanha do candidato Paulo Souto, que contou com a presença de ACM e seu mais novo papagaio de pirata, Rodolfo Tourinho, não reuniu nem 500 camaçarienses, segundo os cálculos mais otimistas.
Estiveram presentes inúmeros deputados estaduais e federais, a exemplo e Daniel e Álvaro Gomes, candidatos do PCdoB de Camaçari à Câmara dos Deputados e à Assembléia, respectivamente, o ex-governador e atual ministro da Defesa Waldir Pires, o presidente estadual da CUT Everaldo Augusto, o candidato ao senado apoiado pela Coligação João Durval e, naturalmente o governador Wagner.
A participação da UJS foi destacada, através de inúmeras bandeiras e da forte presença de nossa militância, sendo inclusive citada diversas vezes pelos locutores do Comício. A organização apóia a eleição de Lula e Wagner.
Agora tá confirmado! Comício de Wagner às 20h na Avenida Comercial
O Comício de Jacques Wagner, candidato ao governo do estado pela Coligação "A Bahia de Todos Nós", será às 20h00 deste sábado (26) na Avenida Comercial, a concentração da militância da UJS será às 18h00 na Praça Desembargador Montenegro, onde faremos uma grande panfletagem em defesa da reeleição de Lula presidente e da eleição de Wagner governador.
Até lá.
Até lá.
Comício de Wagner em Camaçari será dia 26
Foi confirmado hoje a tarde pela coordenação geral da campanha que o candidato ao governo do Estado pela Coligação "A Bahia do Todos Nós" (PT, PCdoB, PMDB, PSB, PPS, PMN, PRB, PTB) Jacques Wagner, fará um Comício em Camaçari no próximo dia 26 (sábado).
Portanto, a hora é de mobilizar toda a militância socialista para estar presente em peso neste evento, já que a UJS apóia Wagner por entender que é preciso dar um basta no atraso que é o carlismo.
O horário e o local serão confirmados nos próximos dias.
Portanto, a hora é de mobilizar toda a militância socialista para estar presente em peso neste evento, já que a UJS apóia Wagner por entender que é preciso dar um basta no atraso que é o carlismo.
O horário e o local serão confirmados nos próximos dias.
Passeata de Lula e Wagner será neste sábado!
Mais uma vez, a União da Juventude Socialista vai demonstrar toda sua rebeldia na passeata que será realizada neste sábado (12 de agosto), com a presença de Lula, nosso candidato a presidente, e Jacques Wagner, candidato ao governo do Estado apoiado pela UJS.
Toda a militância socialista está convocada, a nossa concentração será às 8h em ponto na sede do PCdoB, que fica próximo ao SAC e à Polo Táxi. Já está garantido o transporte de ida e volta.
Toda a militância socialista está convocada, a nossa concentração será às 8h em ponto na sede do PCdoB, que fica próximo ao SAC e à Polo Táxi. Já está garantido o transporte de ida e volta.
Plenária da UJS será neste sábado (29): todos convocados!
Neste sábado a UJS em Camaçari estará realizando sua Plenária Municipal, onde devemos fazer a apresentação da nossa Plataforma Eleitoral e organizando nossa turma para esta pleito que se aproxima. Qualquer militante, filiado ou simpatizante poderá ir e levar quantas pessoas quiser. A Plenária será às 15h00 no Teatro Magalhães Neto.
Chávez e o Partido Comunista: identidade total!
Por José Reinaldo Carvalho, de Caracas
“Não sou comunista, nunca fui comunista, mas creio no Partido Comunista. Chávez não é comunista, nunca foi comunista, mas também acredita no Partido Comunista”. O vice-presidente da República Bolivariana da Venezuela, José Vicente Rangel, levou ao delírio a multidão que lotava ontem, 20 de julho, o Ginásio de Esportes Poliedro de Caracas, referindo-se com essas palavras às profundas relações entre o Comando da Revolução Bolivariana e o Partido Comunista da Venezuela.
O vice-presidente da República representava o presidente Hugo Chávez no ato de abertura do 12º Congresso do Partido Comunista da Venezuela, que se desenvolverá até o próximo domingo. Chávez não compareceu por ter iniciado na véspera um giro por diversos países da América Latina, Ásia, Europa e África.
Rangel fez grandes elogios à história do Partido Comunista Venezuelano, "um partido que deu uma contribuição fundamental na luta pela democracia e pela independência nacional da Venezuela, que pagou com seu sangue e que hoje encontra-se totalmente integrado ao processo da Revolução Bolivariana". Para ele, “há uma identidade total – política e ideológica – do PCV com o comandante Hugo Chávez”.
Novos desafios
O vice-presidente dedicou parte de seu discurso para falar sobre os desafios atuais da Revolução Bolivariana, manifestando a certeza de que para enfrentá-los não faltará a contribuição dos comunistas venezuelanos. “Encontra-se no centro da discussão nacional o tema da luta pelo socialismo do século 21”. Rangel afirmou ainda que “a definição do caráter da revolução como socialista é fundamental, pois, a não ser assim, o processo poderia sofrer perturbações e retroceder”.
Rangel falou também sobre a necessidade de, no próximo período presidencial, a Revolução promover o aprofundamento das conquistas da Constituição de 1999 – há uma certeza de que Chávez se reelegerá em dezembro deste ano. Para o vice-presidente, aprofundar a Revolução na Venezuela é decisivo para não permitir que se paralise o processo. Entre as medidas necessárias para promover esse aprofundamento, o vice-presidente citou o fortalecimento do poder popular e suas instituições, além da preparação do país para enfrentar as ameaças emanadas do imperialismo norte-americano.
“Estamos conscientes dos riscos que isso representa e dispostos a enfrentá-los”, afirmou Rangel. Para ele, hoje os Estados Unidos são governados por “um bando de delinqüentes, o que cria uma situação sumamente séria e complexa”. O vice-presidente foi muito claro ao afirmar que “para enfrentar essas ameaças é necessário fortalecer o poder popular e a aliança deste com as Forças Armadas”.
O Congresso do Partido Comunista da Venezuela conta com a presença de mais de 30 delegações de partidos comunistas de todos os continentes, entre elas uma representação do Partido Comunista do Brasil.
Com informações
www.vermelho.org.br
“Não sou comunista, nunca fui comunista, mas creio no Partido Comunista. Chávez não é comunista, nunca foi comunista, mas também acredita no Partido Comunista”. O vice-presidente da República Bolivariana da Venezuela, José Vicente Rangel, levou ao delírio a multidão que lotava ontem, 20 de julho, o Ginásio de Esportes Poliedro de Caracas, referindo-se com essas palavras às profundas relações entre o Comando da Revolução Bolivariana e o Partido Comunista da Venezuela.
O vice-presidente da República representava o presidente Hugo Chávez no ato de abertura do 12º Congresso do Partido Comunista da Venezuela, que se desenvolverá até o próximo domingo. Chávez não compareceu por ter iniciado na véspera um giro por diversos países da América Latina, Ásia, Europa e África.
Rangel fez grandes elogios à história do Partido Comunista Venezuelano, "um partido que deu uma contribuição fundamental na luta pela democracia e pela independência nacional da Venezuela, que pagou com seu sangue e que hoje encontra-se totalmente integrado ao processo da Revolução Bolivariana". Para ele, “há uma identidade total – política e ideológica – do PCV com o comandante Hugo Chávez”.
Novos desafios
O vice-presidente dedicou parte de seu discurso para falar sobre os desafios atuais da Revolução Bolivariana, manifestando a certeza de que para enfrentá-los não faltará a contribuição dos comunistas venezuelanos. “Encontra-se no centro da discussão nacional o tema da luta pelo socialismo do século 21”. Rangel afirmou ainda que “a definição do caráter da revolução como socialista é fundamental, pois, a não ser assim, o processo poderia sofrer perturbações e retroceder”.
Rangel falou também sobre a necessidade de, no próximo período presidencial, a Revolução promover o aprofundamento das conquistas da Constituição de 1999 – há uma certeza de que Chávez se reelegerá em dezembro deste ano. Para o vice-presidente, aprofundar a Revolução na Venezuela é decisivo para não permitir que se paralise o processo. Entre as medidas necessárias para promover esse aprofundamento, o vice-presidente citou o fortalecimento do poder popular e suas instituições, além da preparação do país para enfrentar as ameaças emanadas do imperialismo norte-americano.
“Estamos conscientes dos riscos que isso representa e dispostos a enfrentá-los”, afirmou Rangel. Para ele, hoje os Estados Unidos são governados por “um bando de delinqüentes, o que cria uma situação sumamente séria e complexa”. O vice-presidente foi muito claro ao afirmar que “para enfrentar essas ameaças é necessário fortalecer o poder popular e a aliança deste com as Forças Armadas”.
O Congresso do Partido Comunista da Venezuela conta com a presença de mais de 30 delegações de partidos comunistas de todos os continentes, entre elas uma representação do Partido Comunista do Brasil.
Com informações
www.vermelho.org.br
UJS realizará audiência pública sobre segurança no Distrito de Catu de Abrantes
O núcleo da UJS em Catu de Abrantes, orla de Camaçari, realizará neste sábado (22/07) às 15h00 na sede da Associação dos Moradores do distrito, uma audiência pública sobre a segurança, uma das maiores preocupações do local, que possui um altíssimo índice de violência, com destaque para os homicídeos. A audiência contará com a presença de autoridades da Polícia Militar e com o Deputado Estadual do PCdoB Álvaro Gomes.
UJS inaugura Biblioteca Marxista e realiza curso de formação
Foi oficialmente inaugurada neste sábado (15/07) a Biblioteca marxista-leninista da União da Juventude Socialista em Camaçari. Considerado um importante instrumento de formação, a Biblioteca contará inicialmente com mais de trinta de obras que estarão a serviço da militância socialista do município.
Uma grande campanha de arrecadação de obras entre a juventude socialista e seus parceiros está sendo preparada, com o objetivo de triplicar o acervo da Biblioteca até o final do ano. Com relação a isso, os militantes presentes à inauguração receberam com entusiasmo a notícia da primeira doação à Biblioteca, que será feita pelo ex-presidente da UJS na Bahia e Deputado Estadual Javier Alfaya, do PCdoB.
Foi realizado também um Curso Básico em Vídeo, que se estendeu até o domingo (16/07) e que foi marcado pela intensa participação da militância nos debates. A ideia agora é avançar, realizando logo depois do processo eleitoral cursos de formação mais avançados, aprimorando ainda mais a formação marxista entre os filiados à UJS, considerada por muitos como uma "Escola do socialismo".
Agora é campanha eleitoral
Logo depois do encerramento do curso, a direção municipal realizou uma reunião onde foi elaborado um calendário de atividades para as próximas semanas, que incluem panfletagem nas principais Escolas da cidade, Audiência Pública no distrito de Catu de Abrantes e um debate no dia 29 sobre a Participação da Juventude ha História do Brasil.
Por Caio Botêlho
Diretor de Comunicação e Formação
Uma grande campanha de arrecadação de obras entre a juventude socialista e seus parceiros está sendo preparada, com o objetivo de triplicar o acervo da Biblioteca até o final do ano. Com relação a isso, os militantes presentes à inauguração receberam com entusiasmo a notícia da primeira doação à Biblioteca, que será feita pelo ex-presidente da UJS na Bahia e Deputado Estadual Javier Alfaya, do PCdoB.
Foi realizado também um Curso Básico em Vídeo, que se estendeu até o domingo (16/07) e que foi marcado pela intensa participação da militância nos debates. A ideia agora é avançar, realizando logo depois do processo eleitoral cursos de formação mais avançados, aprimorando ainda mais a formação marxista entre os filiados à UJS, considerada por muitos como uma "Escola do socialismo".
Agora é campanha eleitoral
Logo depois do encerramento do curso, a direção municipal realizou uma reunião onde foi elaborado um calendário de atividades para as próximas semanas, que incluem panfletagem nas principais Escolas da cidade, Audiência Pública no distrito de Catu de Abrantes e um debate no dia 29 sobre a Participação da Juventude ha História do Brasil.
Por Caio Botêlho
Diretor de Comunicação e Formação
Curso tem nova programação
O nosso Curso Municipal de Formação Política tem uma nova programação. Agora, o curso terá início às 13h00 do sábado (15/07), e não mais às 9h00, como estava previsto. No entanto, no domingo ainda será o dia todo e o local continua o mesmo, o PAT (em frente à Praça Montenegro).
Todos convidados!
Todos convidados!
Curso de Formação é nesse final de semana
Está confirmada a realização do Curso Municipal de Formação da UJS em Camaçari nos dias 15 e 16 de julho (sábado e domingo) das 9h às 18h00 no PAT – Posto de Atendimento ao Trabalhador, em frente à Praça Desembargador Montenegro. Todo filiado da UJS na cidade poderá participar do curso, onde discutiremos o CBV (Curso Básico em Vídeo) do Instituto Maurício Grabois. O Almoço será garantido pela direção municipal.
Biblioteca Marxista-Leninista
Os filiados da UJS em Camaçari contarão com mais um instrumento de formação: A Biblioteca Marxista-Leninista, que estará em pleno funcionamento a partir desta segunda (10 de julho). Todos os filiados da UJS na cidade poderão participar, é só preencher o formulário de inscrição e se comprometer a respeitar o Regimento Interno, que expõe todas as regras, incluindo as multas e prazo de devolução das obras. Inicialmente, a Biblioteca contará com cerca de trinta obras, mas a meta é dobrar o acervo nos próximos dois meses, através de uma campanha de arrecadação entre a militância socialista.
Mais informações:
8176 1998
Mais informações:
8176 1998
Curso Municipal de Formação já tem data marcada
Será nos dias 15 e 16 de julho (sábado e domingo), em local ainda a definir, o Curso Municipal de Formação Política da UJS, onde a militância presente deverá assitir e debater o CBV - Curso Básivo em Vídeo do Instituto Mauricio Grabois. O CBV é apenas o início de uma série de cursos que deverão desenvolver a teoria marxista entre os jovens socialistas, considerada uma das prioridades da direção municipal eleita em 6 de maio deste ano. O próximo passo será o curso sobre Noções Básicas de Marxismo.
Informações:
8176 1998
Informações:
8176 1998
MATÉRIA ESPECIAL SOBRE O 13° CONGRESSO DA UJS
MAIOR CONGRESSO DA HISTÓRIA
Entre os dias 15 e 18 de junho, na cidade de Brasília, foi realizado o 13º Congresso Nacional da UJS. Mais de 1300 jovens socialistas, dos 27 estados da Federação, estiveram presentes no maior evento de uma organização juvenil em nosso país. Logo no dia 15 pela manhã, as delegações já presentes em Brasília (entre elas uma parte da delegação baiana) puderam presenciar um debate entre organizações da Coordenação dos Movimentos Sociais - CMS, onde, além da UNE e UBES, estiveram presentes a CUT, MST, UBM, CSC, UNEGRO e a CONAM. Todas as organizações presentes ressaltaram o importante momento em que vive nosso país, demonstrando a unidade de ação que deverá nortear os movimentos sociais neste ano. Esse debate representou o encerramento do Seminário Internacional promovido pela Federação Mundial de Juventudes Democráticas - FMJD (WFDY), e que contou com a presença de dezenas de delegações estrangeiras. No decorrer do debate, delegações de outros estados do Brasil iam chegando, e com muita animação e palavras de ordem, lotando cada vez mais o Auditório da Universidade Federal de Brasilia, onde estava sendo realizado o debate. À tarde, foi aberto oficialmente o 13º Congresso Nacional da UJS com um ato político que contou com a presença do Secretário de Organização do PCdoB Walter Sorrentino e do presidente nacional do PT Ricardo Berzoini, seguido por intervenções especiais nas áreas de atuação da entidade. Entre elas, a que, sem dúvidas, mais arrancou aplausos dos presentes foi a intervenção da frente GLBTT.
Logo depois, o Congresso Nacional viveu um de seus momentos mais importantes, com a aula magna do presidente nacional do PCdoB Renato Rabelo cujo tema foi “a estrada vai além do que se vê”. O líder revolucionário deu uma verdadeira aula de socialismo, prendendo a atenção e emocionando a todos que se encontravam no Plenário naquele momento. Apesar de ter sido uma aula curta, de cerca de uma hora, todos os jovens militantes socialistas saíram dali com seu espírito revolucionário renovado.
Lula prestigia Congresso da UJS
Foi na sexta-feira que os militantes da UJS, logo depois do almoço, começavam a se preparar para o grande momento do Congresso: a visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Apesar de o encontro ser apenas no final da tarde, a animação já tomava conta da juventude que já preparava palavras de ordem para quando estivessem com o presidente.
Por volta das 14h, os delegados e observadores foram transferidos de ônibus para a Academia de Tênis, local do encontro, ao embalo de palavras de ordem como “pula, pula, quem vota no Lula pula”, e “UJS presente, Lula presidente”. O ato teve início por volta das 17h e estavam presentes também o presidente do PCdoB Renato Rabelo, o ministro dos esportes Orlando Silva, o ministro da educação Fernando Haddad, o secretário nacional de juventude Beto Cury, o Secretário de Juventude do PT Rafael Pops e o representante da JSB. Gustavo Petta e Thiago Franco, presidentes da UNE e da UBES também compuseram a mesa, além de Wadson Ribeiro e Marcelo Gavião, então presidente e vice-presidente nacional da UJS.
Gustavo Petta abriu o ato enfatizando a necessidade de derrotarmos o projeto político do tucanato “esse babaca do Alckmin, que fez um desastroso governo em SP, agora quer ser presidente do país para implementar novamente a mesma política neoliberal de alguns anos atrás” afirmou o presidente da UNE, sendo efusivamente aplaudido pelos militantes. Depois de Gustavo, falaram Rafael Pops, o ministro dos esportes e ex-presidente nacional da UJS Orlando Silva, o ministro da educação, o presidente nacional da UJS Wadson Ribeiro e, finalmente o presidente Lula.
Em seu discurso, Lula ressaltou as vitórias obtidas pelo seu governo e fez referências à Juscelino Kubistchek e Getúlio Vargas. No entanto, um dos momentos em que ele mais arrancou aplausos foi quando, referindo-se a Guerra do Iraque, ele teria afirmado ao presidente Bush: “olha presidente, a minha guerra não é contra o povo iraquiano, e sim contra a pobreza de meu país”. Lula, favorito para as próximas eleições, também disse que estava bastante calmo, pois “eles {o PSDB} continuam a bater, mas, a cada pesquisa, eu subo e eles descem” afirmou. Lula também lembrou que as mudanças não se fazem de uma hora para outra: “imagina se o presidente da UJS vira amanhã presidente do Brasil, infelizmente ele não vai poder dar uma canetada e mudar tudo de uma vez”. O presidente falou por 57 minutos e todo seu discurso foi intercalado por aplausos e palavras de ordem.
Marcelo Gavião é o novo presidente da UJS
Marcelo Gavião foi eleito o novo presidente da União da Juventude Socialista. O 13º Congresso da UJS elegeu também a nova direção da entidade, composta por 53 membros. A plenária final consolidou discussões feitas nos grupos de debate de sexta. Em breve, a UJS vai divulgar o documento final aprovado durante a plenária.
“A nova direção eleita hoje tem a obrigação de dar continuidade à trajetória que a UJS vem cumprindo”, disse Marcelo Gavião, já como presidente eleito. “Wadson Ribeiro foi um excelente presidente e esteve à frente de nossa organização por cinco anos”. Durante sua gestão, a UJS saiu de 15 mil para 70 mil filiados em todo país o que, para Gavião, “não é pouca coisa levando em conta as dimensões continentais do Brasil e as características políticas de nossa sociedade”.
Gavião explica que o principal desafio imediato da UJS é trabalhar pela reeleição de Lula. “Vamos enfrentar uma batalha eleitoral em que a UJS tem de assumir a tarefa de ser a principal juventude na base de Lula e ser protagonista da luta pela reeleição”. Em seguida, explica, a meta é potencializar a luta da entidade com vistas ao socialismo. Para isso, o dirigente juvenil salienta que é preciso “abarcar a ampla maioria da juventude brasileira, ou seja, há cerca de 40 milhões de jovens brasileiros que precisam conhecer a UJS e a entidade precisa, como diz o nosso manifesto, ganhar corações e mentes para a luta em defesa do socialismo”.
O novo presidente da UJS adverte, no entanto, que a disputa eleitoral é essencial neste momento. “O quadro pós-eleição pode apontar-nos dois cenários distintos para esta direção que toma posse hoje. A derrota de Lula apresentaria para a UJS uma quadra de desenvolvimento da luta política muito adversa”, explica, ressaltando que hoje a UJS tem interlocução com o governo “a ponto de o presidente da República prestigiar nosso congresso. Sabemos que para mudar o Brasil precisamos de duas coisas: reeleger Lula e mobilizar a sociedade para poder alcançar as mudanças”.
Gavião lembra que “a rebeldia e a capacidade de se indignar talvez seja a principal característica da juventude. Ela sempre acha que pode melhorar as coisas. A UJS quer pegar toda essa rebeldia e canalizar isso para a luta em defesa do socialismo”.
Depois de quatro dias de atividades, foi encerrado o 13º Congresso Nacional da UJS, o maior da história da entidade e que representa um marco para a juventude socialista. Em breve será publicado neste Blog a “Carta de Brasília” e as resoluções aprovadas pelos delegados eleitos em Assembléias de Núcleos, Congressos Municipais e Estaduais. Agora é voltar para os Estados com a certeza de que, se não vemos o final da estrada, é por que ela “vai além do que se vê”
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM WADSON RIBEIRO,
ex-presidente nacional da UJS
Durante os anos em que você esteve à frente da União da Juventude Socialista, a entidade obteve um grande crescimento, culminando com esse 13º Congresso Nacional. A que você deve esse crescimento?
WR – durante os últimos anos, conseguimos fazer com que a UJS passasse a ter um maior nível de organização. Sem dúvidas, o novo cenário político nacional com a vitória de Lula proporcionou um crescimento maior da UJS.
Apesar de o mesmo ainda não ter terminado, qual a avaliação que você faz do 13º Congresso?
WR – Vitorioso. Esse é o maior Congresso da história da UJS, e pela primeira vez tivemos a presença de um presidente da República. Durante esse processo congressual, aumentamos o nível de organização das direções estaduais, e ampliamos o número de direções municipais em todo país.
Esse Congresso realiza-se durante um período muito importante de nosso país. Quais suas perspectivas para os próximos meses?
WR – o Congresso serviu para dar munição à militância e preparar a UJS para a batalha eleitoral que se aproxima, onde estará em jogo dois projetos diferentes: a continuidade das mudanças com a reeleição de Lula ou o retorno do neoliberalismo representado pelo candidato tucano Geraldo Alckmin. Nesse sentido, a vitória de Lula irá contribuir com a construção do nosso objetivo estratégico, que é a construção do socialismo.
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM VALENTIN AGARRITA,
vereador da cidade de Jurón (Venezuela) e membro da comissão se cooperação internacional do movimento V República, partido do presidente Hugo Chávez.
A UJS chega ao seu 13º Congresso Nacional se consolidando como a maior juventude organizada do Brasil e uma das maiores do mundo. Em seus 22 anos, a entidade sempre esteve presente nos principais momentos vividos pela juventude e pelo povo brasileiro, sendo uma das principais organizações revolucionárias de nosso país. Qual o significado que a luta pelo socialismo tem para você?
VA – a luta pelo socialismo significa uma importante reivindicação do povo latino-americano. No entanto, não se trata de uma fórmula a ser seguida facilmente. O socialismo é a salvação da humanidade. A Venezuela constitui hoje um foco de liberdade e soberania na América Latina. Nesse sentido, nós observamos a participação do povo brasileiro e sabemos com muita satisfação que esse povo continua com a luta pelo socialismo.
O Brasil vive um momento novo com a eleição de Lula e desde então o nosso povo conquistou importantes avanços. A Venezuela também tem melhorado bastante desde que Hugo Chávez chegou à presidência, dessa forma, quais serão os próximos passos da Revolução Bolivariana?
VA – o caminho da Revolução Bolivariana é continuar a transferir poder do Estado ao povo, diretamente ao povo, e dessa forma contribuir com a construção do socialismo na Venezuela e na América Latina. Vamos continuar com a Revolução, que como diz o presidente Chávez, não tem retorno..
Entre os dias 15 e 18 de junho, na cidade de Brasília, foi realizado o 13º Congresso Nacional da UJS. Mais de 1300 jovens socialistas, dos 27 estados da Federação, estiveram presentes no maior evento de uma organização juvenil em nosso país. Logo no dia 15 pela manhã, as delegações já presentes em Brasília (entre elas uma parte da delegação baiana) puderam presenciar um debate entre organizações da Coordenação dos Movimentos Sociais - CMS, onde, além da UNE e UBES, estiveram presentes a CUT, MST, UBM, CSC, UNEGRO e a CONAM. Todas as organizações presentes ressaltaram o importante momento em que vive nosso país, demonstrando a unidade de ação que deverá nortear os movimentos sociais neste ano. Esse debate representou o encerramento do Seminário Internacional promovido pela Federação Mundial de Juventudes Democráticas - FMJD (WFDY), e que contou com a presença de dezenas de delegações estrangeiras. No decorrer do debate, delegações de outros estados do Brasil iam chegando, e com muita animação e palavras de ordem, lotando cada vez mais o Auditório da Universidade Federal de Brasilia, onde estava sendo realizado o debate. À tarde, foi aberto oficialmente o 13º Congresso Nacional da UJS com um ato político que contou com a presença do Secretário de Organização do PCdoB Walter Sorrentino e do presidente nacional do PT Ricardo Berzoini, seguido por intervenções especiais nas áreas de atuação da entidade. Entre elas, a que, sem dúvidas, mais arrancou aplausos dos presentes foi a intervenção da frente GLBTT.
Logo depois, o Congresso Nacional viveu um de seus momentos mais importantes, com a aula magna do presidente nacional do PCdoB Renato Rabelo cujo tema foi “a estrada vai além do que se vê”. O líder revolucionário deu uma verdadeira aula de socialismo, prendendo a atenção e emocionando a todos que se encontravam no Plenário naquele momento. Apesar de ter sido uma aula curta, de cerca de uma hora, todos os jovens militantes socialistas saíram dali com seu espírito revolucionário renovado.
Lula prestigia Congresso da UJS
Foi na sexta-feira que os militantes da UJS, logo depois do almoço, começavam a se preparar para o grande momento do Congresso: a visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Apesar de o encontro ser apenas no final da tarde, a animação já tomava conta da juventude que já preparava palavras de ordem para quando estivessem com o presidente.
Por volta das 14h, os delegados e observadores foram transferidos de ônibus para a Academia de Tênis, local do encontro, ao embalo de palavras de ordem como “pula, pula, quem vota no Lula pula”, e “UJS presente, Lula presidente”. O ato teve início por volta das 17h e estavam presentes também o presidente do PCdoB Renato Rabelo, o ministro dos esportes Orlando Silva, o ministro da educação Fernando Haddad, o secretário nacional de juventude Beto Cury, o Secretário de Juventude do PT Rafael Pops e o representante da JSB. Gustavo Petta e Thiago Franco, presidentes da UNE e da UBES também compuseram a mesa, além de Wadson Ribeiro e Marcelo Gavião, então presidente e vice-presidente nacional da UJS.
Gustavo Petta abriu o ato enfatizando a necessidade de derrotarmos o projeto político do tucanato “esse babaca do Alckmin, que fez um desastroso governo em SP, agora quer ser presidente do país para implementar novamente a mesma política neoliberal de alguns anos atrás” afirmou o presidente da UNE, sendo efusivamente aplaudido pelos militantes. Depois de Gustavo, falaram Rafael Pops, o ministro dos esportes e ex-presidente nacional da UJS Orlando Silva, o ministro da educação, o presidente nacional da UJS Wadson Ribeiro e, finalmente o presidente Lula.
Em seu discurso, Lula ressaltou as vitórias obtidas pelo seu governo e fez referências à Juscelino Kubistchek e Getúlio Vargas. No entanto, um dos momentos em que ele mais arrancou aplausos foi quando, referindo-se a Guerra do Iraque, ele teria afirmado ao presidente Bush: “olha presidente, a minha guerra não é contra o povo iraquiano, e sim contra a pobreza de meu país”. Lula, favorito para as próximas eleições, também disse que estava bastante calmo, pois “eles {o PSDB} continuam a bater, mas, a cada pesquisa, eu subo e eles descem” afirmou. Lula também lembrou que as mudanças não se fazem de uma hora para outra: “imagina se o presidente da UJS vira amanhã presidente do Brasil, infelizmente ele não vai poder dar uma canetada e mudar tudo de uma vez”. O presidente falou por 57 minutos e todo seu discurso foi intercalado por aplausos e palavras de ordem.
Marcelo Gavião é o novo presidente da UJS
Marcelo Gavião foi eleito o novo presidente da União da Juventude Socialista. O 13º Congresso da UJS elegeu também a nova direção da entidade, composta por 53 membros. A plenária final consolidou discussões feitas nos grupos de debate de sexta. Em breve, a UJS vai divulgar o documento final aprovado durante a plenária.
“A nova direção eleita hoje tem a obrigação de dar continuidade à trajetória que a UJS vem cumprindo”, disse Marcelo Gavião, já como presidente eleito. “Wadson Ribeiro foi um excelente presidente e esteve à frente de nossa organização por cinco anos”. Durante sua gestão, a UJS saiu de 15 mil para 70 mil filiados em todo país o que, para Gavião, “não é pouca coisa levando em conta as dimensões continentais do Brasil e as características políticas de nossa sociedade”.
Gavião explica que o principal desafio imediato da UJS é trabalhar pela reeleição de Lula. “Vamos enfrentar uma batalha eleitoral em que a UJS tem de assumir a tarefa de ser a principal juventude na base de Lula e ser protagonista da luta pela reeleição”. Em seguida, explica, a meta é potencializar a luta da entidade com vistas ao socialismo. Para isso, o dirigente juvenil salienta que é preciso “abarcar a ampla maioria da juventude brasileira, ou seja, há cerca de 40 milhões de jovens brasileiros que precisam conhecer a UJS e a entidade precisa, como diz o nosso manifesto, ganhar corações e mentes para a luta em defesa do socialismo”.
O novo presidente da UJS adverte, no entanto, que a disputa eleitoral é essencial neste momento. “O quadro pós-eleição pode apontar-nos dois cenários distintos para esta direção que toma posse hoje. A derrota de Lula apresentaria para a UJS uma quadra de desenvolvimento da luta política muito adversa”, explica, ressaltando que hoje a UJS tem interlocução com o governo “a ponto de o presidente da República prestigiar nosso congresso. Sabemos que para mudar o Brasil precisamos de duas coisas: reeleger Lula e mobilizar a sociedade para poder alcançar as mudanças”.
Gavião lembra que “a rebeldia e a capacidade de se indignar talvez seja a principal característica da juventude. Ela sempre acha que pode melhorar as coisas. A UJS quer pegar toda essa rebeldia e canalizar isso para a luta em defesa do socialismo”.
Depois de quatro dias de atividades, foi encerrado o 13º Congresso Nacional da UJS, o maior da história da entidade e que representa um marco para a juventude socialista. Em breve será publicado neste Blog a “Carta de Brasília” e as resoluções aprovadas pelos delegados eleitos em Assembléias de Núcleos, Congressos Municipais e Estaduais. Agora é voltar para os Estados com a certeza de que, se não vemos o final da estrada, é por que ela “vai além do que se vê”
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM WADSON RIBEIRO,
ex-presidente nacional da UJS
Durante os anos em que você esteve à frente da União da Juventude Socialista, a entidade obteve um grande crescimento, culminando com esse 13º Congresso Nacional. A que você deve esse crescimento?
WR – durante os últimos anos, conseguimos fazer com que a UJS passasse a ter um maior nível de organização. Sem dúvidas, o novo cenário político nacional com a vitória de Lula proporcionou um crescimento maior da UJS.
Apesar de o mesmo ainda não ter terminado, qual a avaliação que você faz do 13º Congresso?
WR – Vitorioso. Esse é o maior Congresso da história da UJS, e pela primeira vez tivemos a presença de um presidente da República. Durante esse processo congressual, aumentamos o nível de organização das direções estaduais, e ampliamos o número de direções municipais em todo país.
Esse Congresso realiza-se durante um período muito importante de nosso país. Quais suas perspectivas para os próximos meses?
WR – o Congresso serviu para dar munição à militância e preparar a UJS para a batalha eleitoral que se aproxima, onde estará em jogo dois projetos diferentes: a continuidade das mudanças com a reeleição de Lula ou o retorno do neoliberalismo representado pelo candidato tucano Geraldo Alckmin. Nesse sentido, a vitória de Lula irá contribuir com a construção do nosso objetivo estratégico, que é a construção do socialismo.
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM VALENTIN AGARRITA,
vereador da cidade de Jurón (Venezuela) e membro da comissão se cooperação internacional do movimento V República, partido do presidente Hugo Chávez.
A UJS chega ao seu 13º Congresso Nacional se consolidando como a maior juventude organizada do Brasil e uma das maiores do mundo. Em seus 22 anos, a entidade sempre esteve presente nos principais momentos vividos pela juventude e pelo povo brasileiro, sendo uma das principais organizações revolucionárias de nosso país. Qual o significado que a luta pelo socialismo tem para você?
VA – a luta pelo socialismo significa uma importante reivindicação do povo latino-americano. No entanto, não se trata de uma fórmula a ser seguida facilmente. O socialismo é a salvação da humanidade. A Venezuela constitui hoje um foco de liberdade e soberania na América Latina. Nesse sentido, nós observamos a participação do povo brasileiro e sabemos com muita satisfação que esse povo continua com a luta pelo socialismo.
O Brasil vive um momento novo com a eleição de Lula e desde então o nosso povo conquistou importantes avanços. A Venezuela também tem melhorado bastante desde que Hugo Chávez chegou à presidência, dessa forma, quais serão os próximos passos da Revolução Bolivariana?
VA – o caminho da Revolução Bolivariana é continuar a transferir poder do Estado ao povo, diretamente ao povo, e dessa forma contribuir com a construção do socialismo na Venezuela e na América Latina. Vamos continuar com a Revolução, que como diz o presidente Chávez, não tem retorno..
Veja as propostas da UNE para a Reforma Universitária
Em março de 2003, antes mesmo da apresentação da primeira versão do anteprojeto de Reforma Universitária, a UNE considerou como uma primeira vitória a mudança da pauta do movimento estudantil. Os últimos dez anos tinham sido de resistência contra a implantação da política neoliberal, contra as tentativas de privatização e a precarização da universidade pública.
A possibilidade de debater uma proposta de reforma da universidade brasileira já era um novo campo de batalha, em que seria possível conquistar avanços — e não apenas barrar retrocessos.Desde então, a entidade apontava que os eixos de qualquer discussão sobre uma reforma universitária deveriam se guiar pela defesa e valorização da universidade pública e gratuita, pela garantia do financiamento público e da autonomia universitária, pela democratização do acesso e políticas de permanência, e pela regulamentação do ensino privado.
Os elementos, somados, poderiam contribuir para inverter a lógica do sistema educacional brasileiro, resumida pelo educador Anísio Teixeira como sendo a que coloca os filhos dos patrões estudando nas escolas privadas durante o ensino fundamental e médio e que depois ingressam na universidade pública, enquanto os filhos dos trabalhadores estudam em escolas públicas na formação básica e se dirigem à universidade privada para cursar o ensino superior. A política educacional do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso primou para alcançar esse formato. Em 1994, a distribuição das matrículas no ensino superior era de 41,6% no setor público e 58,4% no privado. Já em 2003, 70,8% das matrículas se concentravam no setor privado.Ao analisar o projeto de lei encaminhado ao Congresso, percebe-se a preocupação em mudar esse quadro, pois ele aponta para uma redefinição da relação do Estado com a educação superior, ao determinar que nunca menos de 75% da receita constitucionalmente vinculada à educação e ao desenvolvimento do ensino sejam aplicados no ensino superior. Essa foi uma das reivindicações da UNE, apresentadas inclusive em forma de emenda no processo de discussão da reforma.
Democracia e pluralismo – Outra questão que aparece no projeto é a garantia da existência de mecanismos de gestão democrática e participativa nas instituições privadas, ao prever a criação de ouvidoria e de um conselho de desenvolvimento social com a participação da comunidade nestas instituições."A autonomia universitária é garantida, ainda, mediante a participação da comunidade acadêmica e de representantes da sociedade civil na gestão das instituições. Se, no setor público, a autonomia depende de um modelo de financiamento constante e bem estruturado, ela depende, no setor privado, de preservar a vida acadêmica da instituição", como está posto na justificativa da proposta.A limitação da entrada de capital estrangeiro nas instituições de ensino superior privadas, outra histórica bandeira da UNE, também consta do projeto. O documento limita em 30% essa participação.
O projeto de reforma universitária incorporou proposta encaminhada pela UNE no que diz respeito à políticas de democratização de acesso e de Assistência Estudantil, uma bandeira histórica da luta dos estudantes."As instituições federais de ensino superior deverão formular e implantar, na forma estabelecida em seu plano de desenvolvimento institucional, medidas de democratização do acesso, inclusive programas de assistência estudantil, ação afirmativa e inclusão social. Além disso, elas deverão destinar recursos correspondentes a pelo menos 9% de sua verba de custeio, exceto pessoal, para implementar as medidas de assistência estudantil" (arts. 45, 46 e 47).
Expansão – Gustavo Petta explica que o sentido da contribuição da UNE foi o de superar uma visão ficada no assistencialismo, incorporando em seu conceito o acesso a atividades culturais, esportivas e sociais; o acompanhamento escolar; as assistências médica, odontológica e psicológica; o aprendizado de línguas estrangeiras; a inclusão digital e tudo aquilo que possibilite a cada estudante universitário se formar enquanto cidadão em pleno desenvolvimento acadêmico.
A UNE propôs também a garantia de que um terço das vagas públicas seja oferecido em cursos noturnos — medida que contribui para o acesso e a permanência de estudantes trabalhadores nas universidades. A proposta também está presente no projeto encaminhado ao Congresso.
A possibilidade de debater uma proposta de reforma da universidade brasileira já era um novo campo de batalha, em que seria possível conquistar avanços — e não apenas barrar retrocessos.Desde então, a entidade apontava que os eixos de qualquer discussão sobre uma reforma universitária deveriam se guiar pela defesa e valorização da universidade pública e gratuita, pela garantia do financiamento público e da autonomia universitária, pela democratização do acesso e políticas de permanência, e pela regulamentação do ensino privado.
Os elementos, somados, poderiam contribuir para inverter a lógica do sistema educacional brasileiro, resumida pelo educador Anísio Teixeira como sendo a que coloca os filhos dos patrões estudando nas escolas privadas durante o ensino fundamental e médio e que depois ingressam na universidade pública, enquanto os filhos dos trabalhadores estudam em escolas públicas na formação básica e se dirigem à universidade privada para cursar o ensino superior. A política educacional do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso primou para alcançar esse formato. Em 1994, a distribuição das matrículas no ensino superior era de 41,6% no setor público e 58,4% no privado. Já em 2003, 70,8% das matrículas se concentravam no setor privado.Ao analisar o projeto de lei encaminhado ao Congresso, percebe-se a preocupação em mudar esse quadro, pois ele aponta para uma redefinição da relação do Estado com a educação superior, ao determinar que nunca menos de 75% da receita constitucionalmente vinculada à educação e ao desenvolvimento do ensino sejam aplicados no ensino superior. Essa foi uma das reivindicações da UNE, apresentadas inclusive em forma de emenda no processo de discussão da reforma.
Democracia e pluralismo – Outra questão que aparece no projeto é a garantia da existência de mecanismos de gestão democrática e participativa nas instituições privadas, ao prever a criação de ouvidoria e de um conselho de desenvolvimento social com a participação da comunidade nestas instituições."A autonomia universitária é garantida, ainda, mediante a participação da comunidade acadêmica e de representantes da sociedade civil na gestão das instituições. Se, no setor público, a autonomia depende de um modelo de financiamento constante e bem estruturado, ela depende, no setor privado, de preservar a vida acadêmica da instituição", como está posto na justificativa da proposta.A limitação da entrada de capital estrangeiro nas instituições de ensino superior privadas, outra histórica bandeira da UNE, também consta do projeto. O documento limita em 30% essa participação.
O projeto de reforma universitária incorporou proposta encaminhada pela UNE no que diz respeito à políticas de democratização de acesso e de Assistência Estudantil, uma bandeira histórica da luta dos estudantes."As instituições federais de ensino superior deverão formular e implantar, na forma estabelecida em seu plano de desenvolvimento institucional, medidas de democratização do acesso, inclusive programas de assistência estudantil, ação afirmativa e inclusão social. Além disso, elas deverão destinar recursos correspondentes a pelo menos 9% de sua verba de custeio, exceto pessoal, para implementar as medidas de assistência estudantil" (arts. 45, 46 e 47).
Expansão – Gustavo Petta explica que o sentido da contribuição da UNE foi o de superar uma visão ficada no assistencialismo, incorporando em seu conceito o acesso a atividades culturais, esportivas e sociais; o acompanhamento escolar; as assistências médica, odontológica e psicológica; o aprendizado de línguas estrangeiras; a inclusão digital e tudo aquilo que possibilite a cada estudante universitário se formar enquanto cidadão em pleno desenvolvimento acadêmico.
A UNE propôs também a garantia de que um terço das vagas públicas seja oferecido em cursos noturnos — medida que contribui para o acesso e a permanência de estudantes trabalhadores nas universidades. A proposta também está presente no projeto encaminhado ao Congresso.
Nota da UNE: "ACM: a voz das trevas"
Num ataque a ordem constitucional e ao Estado Democrático de Direito, o Homem das Trevas, o senador Antonio Carlos Magalhães subiu à tribuna do Senado, no último de 6 de junho, para proferir injúrias contra os movimentos sociais e contra a Presidência da República.
Não bastasse criminalizar os movimentos sociais, resolveu também desenterrar o cadáver da ditadura militar, invocando as forças armadas para manter uma suposta constitucionalidade. "Eu pergunto, as Forças Armadas do Brasil, onde é que estão agora? [...] Reajam enquanto é tempo, antes que o Brasil caia na desgraça de uma ditadura sindical presidida pelo homem mais corrupto que chegou ao governo da República", esbravejou a velha raposa. O discurso do senador representa as vozes conversadoras que estão à beira do desespero.
Com o candidato presidencial das elites, o tucano Geraldo Alckmim, fazendo um vôo rasteiro, as elites do país começam a pensar em alternativas, fora do jogo democrático, para retornarem ao poder. Ao lembrar da circular do então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Marechal Humberto Castelo Branco, e primeiro presidente da ditadura militar, ACM quer reviver março de 64.
A UNE e a UBES manifestam indignação para com as palavras do senador, que num momento de delírio autoritário se esqueceu das dezenas de militantes do movimento estudantil assassinados, desaparecidos e perseguidos nos anos de chumbo apoiados por ele. Abaixo, leia a nota de repúdio assinada pelas entidades estudantis:
"Nota de repúdio às declarações do senador ACM:
A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas vêm a público denunciar a incitação ao Golpe Militar defendida pelo Senador Antônio Carlos Magalhães em pronunciamento na Tribuna do Senado, no último dia 6 de junho.Em discurso atentador ao Estado Democrático de Direito, ACM sugere o fechamento do Congresso Nacional e convoca as Forças Armadas a reagirem.Utiliza como justificativa da sua histórica defesa dos regimes de exceção, a ação do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), como se um excesso justificasse o outro.O Congresso Nacional aberto e a democracia são conquistas que têm a marca idelével dos Movimentos Sociais brasileiros. A UNE sabe bem do que fala. Foram dezenas os militantes do movimento estudantil assassinados, desaparecidos e perseguidos nos anos de chumbo apoiados por ACM.Um pronunciamento como o do senador merece ampla repercussão condenatória, além de mobilização dos movimentos sociais e até ação judicial. A imunidade parlamentar deve ter limites e não pode se caracterizar por impunidade. Defender a democracia é respeitar os Movimentos Sociais. A UNE repudia e convoca o conjunto do movimento estudantil e dos movimentos sociais ao rechaço público e combativo contra ACM e suas ditaduras.
São Paulo, 8 de junho de 2006
Gustavo Petta - Presidente da UNE
Louise Caroline - Vice-Presidente da UNE
Thiago Franco - Presidente da UBES”
Fonte: Estudantenet (www.estudantenet.org.br)
Não bastasse criminalizar os movimentos sociais, resolveu também desenterrar o cadáver da ditadura militar, invocando as forças armadas para manter uma suposta constitucionalidade. "Eu pergunto, as Forças Armadas do Brasil, onde é que estão agora? [...] Reajam enquanto é tempo, antes que o Brasil caia na desgraça de uma ditadura sindical presidida pelo homem mais corrupto que chegou ao governo da República", esbravejou a velha raposa. O discurso do senador representa as vozes conversadoras que estão à beira do desespero.
Com o candidato presidencial das elites, o tucano Geraldo Alckmim, fazendo um vôo rasteiro, as elites do país começam a pensar em alternativas, fora do jogo democrático, para retornarem ao poder. Ao lembrar da circular do então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Marechal Humberto Castelo Branco, e primeiro presidente da ditadura militar, ACM quer reviver março de 64.
A UNE e a UBES manifestam indignação para com as palavras do senador, que num momento de delírio autoritário se esqueceu das dezenas de militantes do movimento estudantil assassinados, desaparecidos e perseguidos nos anos de chumbo apoiados por ele. Abaixo, leia a nota de repúdio assinada pelas entidades estudantis:
"Nota de repúdio às declarações do senador ACM:
A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas vêm a público denunciar a incitação ao Golpe Militar defendida pelo Senador Antônio Carlos Magalhães em pronunciamento na Tribuna do Senado, no último dia 6 de junho.Em discurso atentador ao Estado Democrático de Direito, ACM sugere o fechamento do Congresso Nacional e convoca as Forças Armadas a reagirem.Utiliza como justificativa da sua histórica defesa dos regimes de exceção, a ação do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), como se um excesso justificasse o outro.O Congresso Nacional aberto e a democracia são conquistas que têm a marca idelével dos Movimentos Sociais brasileiros. A UNE sabe bem do que fala. Foram dezenas os militantes do movimento estudantil assassinados, desaparecidos e perseguidos nos anos de chumbo apoiados por ACM.Um pronunciamento como o do senador merece ampla repercussão condenatória, além de mobilização dos movimentos sociais e até ação judicial. A imunidade parlamentar deve ter limites e não pode se caracterizar por impunidade. Defender a democracia é respeitar os Movimentos Sociais. A UNE repudia e convoca o conjunto do movimento estudantil e dos movimentos sociais ao rechaço público e combativo contra ACM e suas ditaduras.
São Paulo, 8 de junho de 2006
Gustavo Petta - Presidente da UNE
Louise Caroline - Vice-Presidente da UNE
Thiago Franco - Presidente da UBES”
Fonte: Estudantenet (www.estudantenet.org.br)
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